quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Somos seres em transformação. Ainda bem !

"Nascemos completamente imersos num universo que se desenvolve por meio de ciclos. Tudo tem um determinado princípio e segue, a partir daí, uma inexorável trilha de florescimento, amadurecimento, envelhecimento, chegando, por fim, à morte. Ou, melhor dizendo, transforma-se em alguma outra coisa. Tudo progride dessa maneira no nosso plano de existência, desde as pedras, as árvores e as flores até os relacionamentos, as carreiras e os amores. Tudo. No entanto, desde cedo fomos sendo doutrinados ao péssimo, inútil e desgastante hábito de não aceitar que esses ciclos tenham o seu final. Recusamo-nos sequer a pensar em algo que se aproxime da morte. E quando falo em morte não me refiro apenas a essa tão temida morte física do corpo, mas a qualquer tipo de disfarce que esses ciclos se utilizam para nos dizer que determinada época chegou ao seu final, e que a partir de então algo novo deve tomar o lugar de pessoas e situações às quais já nos havíamos acostumado. Somos seres em constante estado de aperfeiçoamento e, no mais profundo de cada um de nós, sabemos muito bem disso. Apenas o medo de encarar o que ainda não conhecemos, aliado ao apego - sobre o qual ainda falaremos nesse espaço, em breve , é que nos posiciona permanentemente aquém da linha divisória entre o mundo a que hoje pertencemos e a nova vida que poderíamos ter. De pé, acovardados, ali permanecemos, muitas vezes por toda a vida, alimentando um estressante estado de tensão ante qualquer tipo de abandono do passado, mesmo que as mudanças tenham o firme propósito de melhorar nossas vidas. De qualquer forma, passamos a existência tentando, buscando, errando, se machucando, acertando e, com tudo isso, crescendo. E qualquer crescimento tem a maravilhosa propriedade de nos atrelar a uma saudável instabilidade quanto ao que esperamos do futuro. No entanto, nossos medos terminam por nos colocar num interminável "presente", temerosos por fazer as mudanças que sabemos necessárias. Então, procurando eternizar o "hoje", buscamos uma falsa segurança ao assumirmos para com nós mesmos algumas responsabilidades que, no fundo, sabemos não ter capacidade de levar adiante. Simplesmente porque ainda não sabemos muito bem como funcionamos, como reagimos às coisas que acontecem o tempo todo ao nosso redor. Nossa inexperiência em lidar com o emocional bem poderia fazer com que andássemos, tal os automóveis recém saídos das revendedoras, com uma placa nas costas: "Cuidado! Espírito amaciando". O que quero dizer com tudo isso é que as coisas do passado, por melhores que tenham sido, pertencem exclusivamente ao passado. A qualidade daquele tempo, responsável por ter trazido momentos possivelmente inesquecíveis para serem vividos, há muito já lhe pode ter dado sinais de que se foi. E só você pode ainda não ter percebido. Nenhum momento feliz vem para ficar constantemente ao seu lado. Vem, na verdade, como resultado de uma combinação de fatores pessoais, seus e das pessoas envolvidas, que por sua vez não são, de forma alguma, constantes. Esses fatores tipicamente humanos estão em constante ebulição, transformando-se a cada minuto. Aqueles "bons e velhos tempos" quiseram tão somente pedir a você que os aproveitasse ao máximo, e não que pretendesse que jamais terminassem. Querer que o passado retorne, com todo o seu brilho e juventude, com todas as suas possibilidades e esperanças, é desconhecer profundamente a qualidade fundamental da matéria que compõe a vida: sua capacidade de renascimento e regeneração. A mudança é a característica básica daquilo que foi feito para ser transformado. "
Ricardo Bohek
Ricardo Bohek
Oração da Nova Era
"Do ponto de luz na mente de Deus flua Luz às mentes dos homens,Que a Luz desça à Terra do ponto de amor no coração de Deus flua amor aos corações dos homens, Que o Cristo retorne à Terra do centro onde a Vontade de Deus é conhecida, Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens, O propósito que os Mestres conhecem e servem, do centro a que chamamos a raça dos homens,Cumpra-se o plano de amor e de luz,E feche a porta onde se encontra o mal. Que a luz, o amor e o poder restabeleçam o plano sobre a Terra. "
O que é a dor?
Uma mulher disse: "Fala-nos da Dor."E ele respondeu:"Vossa dor é o quebrar da concha que encerra vossa compreensão.Como a semente da fruta deve se quebrar para que seu coração apareça ante o sol, assim também deveis conhecer a dor.
Se vossos corações pudessem se manter sempre maravilhados com o milagre diário de vossas vidas, vossa dor não vos pareceria menos maravilhosa que vossa alegria;E aceitaríeis as estações de vosso coração, como sempre aceitastes as estações que passam sobre vossos campos.E esperaríeis com serenidade durante os invernos de vossa aflição.
Muitas de vossas dores vós mesmos as escolhestes.É o remédio mais amargo com o qual vosso médico interior cura o vosso Eu doente.Portanto, confiai no médico, e bebei seu remédio em silêncio e tranqüilidade:Porque sua mão, embora pesada e dura, é guiada pela suave mão do Invisível.E a taça que ele vos dá, embora queime vossos lábios, foi fabricada com o barro que o Oleiro umedeceu com Suas lágrimas sagradas."
Gibran Khalil Gibran (livro "O profeta")
Se vossos corações pudessem se manter sempre maravilhados com o milagre diário de vossas vidas, vossa dor não vos pareceria menos maravilhosa que vossa alegria;E aceitaríeis as estações de vosso coração, como sempre aceitastes as estações que passam sobre vossos campos.E esperaríeis com serenidade durante os invernos de vossa aflição.
Muitas de vossas dores vós mesmos as escolhestes.É o remédio mais amargo com o qual vosso médico interior cura o vosso Eu doente.Portanto, confiai no médico, e bebei seu remédio em silêncio e tranqüilidade:Porque sua mão, embora pesada e dura, é guiada pela suave mão do Invisível.E a taça que ele vos dá, embora queime vossos lábios, foi fabricada com o barro que o Oleiro umedeceu com Suas lágrimas sagradas."
Gibran Khalil Gibran (livro "O profeta")
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